Chuva muda cenário. Etapa Maratona faz jus ao nome. Amanhã desafio prossegue.

Escrito em 03/11/2020
Cesar Araujo

Sertões chega em Goiás. Nas Motos e UTVs, troca de posição na liderança. Nos Carros, XRally repete dobradinha, dessa vez com vitória de Marcos Baumgart, mas o irmão Cristian se mantém líder. Nesta terça, é dia de encarar a segunda parte da etapa Maratona.

 


Numa coisa a etapa Maratona foi unanimidade entre os competidores: a especial mais dura da história do Sertões. A caravana saiu de Brasília rumo a Goiás. O cenário mudou. Lama nos veículos, cena pouco comum no Sertões. E as marcas de um desafio que, no caso das primeiras motos, durou mais de seis horas. Rostos cansados, mas satisfeitos com a especial reservada para a primeira perna da etapa Maratona – que não permite apoio mecânico ao final – a mais longa da edição 2020. Amanhã o desafio prossegue, com a disputa da segunda perna, batizado de Maratona Paulo Gonçalves, em homenagem ao piloto português, vencedor da prova em 2013 e falecido em janeiro.

O dia também contou com belas paisagens na região próxima à Chapada dos Veadeiros – alguns pilotos cruzaram com araras e tucanos ao longo do dia, sem tempo para curtir a paisagem, é verdade. Um dia que prometia ser completo e exigente cumpriu a expectativa à risca, a ponto de ser considerada uma das mais difíceis da história. A chuva da noite deixou o piso mais liso, e ainda havia o desafio de atravessar o Rio Bagagem, conhecido de boa parte da caravana.

Nas Motos, a prova foi marcada por uma interrupção no km 232, por uma queda de árvore, que obrigou Ricardo Martins (Yamaha WR450F/IMS Yamaha) e o então líder Bissinho Zavatti (Honda CRF450 RX/Honda Racing) a parar por alguns minutos. Vários outros competidores esperaram por mais tempo na zona de radar do abastecimento. Contas feitas e bonificações aplicadas, Martins levou a especial e, com isso, assumiu a liderança nas duas rodas. Victor Siqueira (KTM 450EXC/Dust Off Road) foi a surpresa, em segundo, à frente de Emerson Loth, o ‘Bombadinho’ (KTM 450EXC/Pro Tork), que já impressiona em sua estreia na modalidade – vem do Enduro de Regularidade.

Entre os UTVs, mais uma vez a ‘Família da Poeira’ levou a melhor, desta vez com Rodrigo Varela, ao lado de Gunnar Dums (Can-Am Maverick X3/Varela Racing) que, com o resultado, assumiram a ponta na classificação do rally. Seu irmão Bruno e Gustavo Bortolanza, que começaram o dia como líderes, enfrentaram uma série de problemas – ainda assim, ficaram com a quinta posição e vêm em terceiro no acumulado. À frente deles estão também os atuais campeões Denísio do Nascimento/Idali Bosse (Can-Am Maverick X3/Bompack Racing), 4º. colocados hoje.

Nos carros, foi a vez de Marcos Baumgart/Kleber Cincea (Toyota Hilux/X Rally Team) levarem a melhor, mesmo com um pneu furado. Superaram o outro carro do time, o do irmão mais velho  Cristian Baumgart/Beco Andreotti, que mantêm a liderança na geral. Lucas Moraes/Kaíque Bentivoglio (Ford Ranger T1/MEM) fizeram uma prova espetacular, subindo 17 posições na classificação da prova, terminando em terceiro. Guilherme Spinelli/Youssef Haddad (Mitsubishi Triton SR/Mitsubishi Spinelli Racing) bateram numa pedra, perderam 20 minutos em relação aos líderes e viram a missão mais complicada, embora ainda haja muito rally pela frente.

A segunda parte da Maratona promete ser tão ou mais exigente do que a primeira.

3a etapa 3/11 Terça-feira – 2a. Perna Maratona Paulo Gonçalves.

DI 0 km – TE 200 km – DF 169 km – Total 369 km

Segunda perna da Maratona. A especial tem 200 km, uma das mais completas e difíceis de todos os tempos. Começa rápida, mas em menos de 10 km de especial já tem subida por serras e muitas pedras, DEPS, altos sem visão, trechos sinuosos, com abismo dos dois lados, muito sobe e desce de serra. Na metade da especial tem uma descida longa, com muito fesh-fesh e a parte de baixo é mais prazerosa e rápida. Travessia de dois grandes rios, com pedras e muita água. A última parte da prova é em uma região pouco povoada com subidas e descidas íngremes e predominância de pedras, cascalhos e piçarras, com variação de trechos de alta, média e baixa velocidade. Uma especial bem completa. São 169 km de deslocamento até o final da etapa em um dia de 369 km.

 

O que eles disseram

Ricardo Martins (Motos)

“Foi um dia mais travado, o piso ficou bastante liso com a chuva, virou trilha. Pegamos uma árvore que caiu e parou a prova, mas pudemos retomar em seguida. Foi um dia bom, a moto chegou ilesa e agora é pensar na próxima parte da Maratona”.

Bissinho Zavatti (Motos)

“A especial foi bacana demais, muito bem montada e, com a chuva mudou bastante a característica, a aderência do piso. Muito gostosa de andar, o Rio Bagagem estava um pouco fundo, no fim ficou mais rápida. Tive um tombo numa lomba, me desconcentrei um pouco, mas  voltei logo ao ritmo, trouxe a moto inteira para fazer a segunda perna”.

Rodrigo Varela (UTVs)

“Viemos bem, prova limpa. Foi uma especial bem dura, cross-country puro, uma justa homenagem ao Renê Melo, fizemos questão de correr com a camisa dele hoje. Muita serra, lombas, trechos lisos. Fomos bem na passagem pelo Rio Bagagem, estava bastante cheio”.

Denísio do Nascimento (UTVs)

“Foi um dia de gente grande. Muito técnico, quase seis horas de prova, tivemos de tomar cuidado para chegar inteiros ao fim.”

Lucas Moraes (Carros)

“Fizemos a especial bem, mas foi muito dura. Muito trial, pedra, sinuoso. Conseguimos terminar inteiros e estamos na disputa”.

Cristian Baumgart (Carros)

“Essa especial em homenagem ao Renê Melo foi para entrar para a história do rally. Muita pedra, trechos sinuosos, o Rio Bagagem, bem complexo e cansativo, daquelas que a gente lembra para sempre. O importante é que o carro aguentou, estamos cansados, mas o rally está apenas no começo”.

 

RESULTADO DA SEGUNDA ETAPA (Extra oficial)

MOTOS

1) #03 Ricardo Martins, (1)MT1, Yamaha WR 450 F, 05h39min42

2) #72 Vitor Pinheiro Siqueira, (1)MT3, KTM 450 EXC, 05h43min00

3) #75 Emerson Loth, (3)MT2, KTM 450 EXC-F, 05h44min14

4) #11 Júlio Cesar Zavatti, Honda CRF 450 RX, (1)MT2, 05min44s24

5) #01 Tunico Maciel, (2)MT1, Honda CRF 450 RX, 05h47min14

 

UTVs

1) #214 Rodrigo Varela/Gunnar Dums, Can-Am X3 XRS, (2)UT1, 05min34s14

2) #201 Denisio do Nascimento/Idali Bosse, (2)UT1, Can-Am Maverick X3 XRS, 5h35min26

3) #202 Gabriel Varela/Eduardo Shiga, CAN-AM XRS, (3)UT1, 05h36min03

4) #212 Denisio Casarini/Ivo Renato Mayer, Can-Am X3, (1)UT1, 05h36min11

5) #206 Rodrigo Luppi/Maykel Justo, (1)UT2, Can-Am X3 XRC, 05h36min13

 

CARROS

1) #303 Marcos Baumgart/Kleber Cincea, (2)T1, Toyota Hilux Ima, 05h25min27

2) #304 Cristian Baumgart/Beco Andreotti, (1)T1, Toyota Hilux Ima, 05h26min08

3) #301 Lucas Moraes/Kaique Bentivoglio, (1)T1BR, Ford X Rally Ranger, 05h34min12

4) #315 Sylvio De Barros/Rafael Capoani, (3)T1, Ford X Rally Ranger, 05h37min24

5) #302 Guiga Spinelli/Youssef Haddad, (4)T1, Mit. Triton Sport Racing, 05h46min22

 

RESULTADO ACUMULADO, APÓS DUAS ETAPAS

1) #03 Ricardo Martins, (1)MT1, Yamaha WR 450 F, 9h29min24

2) #11 Júlio Cesar Zavatti, Honda CRF 450 RX, (1)MT2, 09min33s42

3) #01 Tunico Maciel, (2)MT1, Honda CRF 450 RX, 09h37min13

4) #05 Tulio Malta, (2)MT2, Yamaha WR 450F, 09h38min38

5) #75 Emerson Loth, (3)MT2, KTM 450 EXC-F, 09h38min39

 

CARROS

1) #304 Cristian Baumgart/Beco Andreotti, (1)T1, Toyota Hilux Ima, 09h10min20

2) #303 Marcos Baumgart/Kleber Cincea, (2)T1, Toyota Hilux Ima, 09h11min40

3) #315 Sylvio De Barros/Rafael Capoani, (3)T1, Ford X Rally Ranger, 09h26min12

4) #302 Guiga Spinelli/Youssef Haddad, (4)T1, Mit. Triton Sport Racing, 09h35min00

5) #301 Lucas Moraes/Kaique Bentivoglio, (1)T1BR, Ford X Rally Ranger, 09h37min31

 

UTVs

1) #214 Rodrigo Varela/Gunnar Dums, Can-Am X3 XRS, (2)UT1, 09min23s15

2) #201 Denisio do Nascimento/Idali Bosse, (2)UT1, Can-Am X3 XRS, 09h23min39

3) #207 Bruno Varela/Gustavo Bortolanza, (3)UT1, Can-Am X3 XRS, 09h26min12

4) #212 Denisio Casarini/Ivo Renato Mayer, Can-Am X3, (1)UT1, 09h26min19

5) #218 Cristiano Batista/Robledo Nicoletti, CAN-AM X3 XRS, (1)UOP, 09min26s58

 

O SERTÕES

Um ano diferente pede um Sertões diferente. O maior rally das Américas se transforma no “Rally da Solidariedade”. A 28ª edição da prova traz adaptações relevantes nas suas três dimensões: Esporte, Social e Turismo. A missão este ano é levar acesso à medicina de qualidade e fomento econômico para as comunidades remotas e carentes do Brasil. Este ano a ação social do Sertões está focada em dois pilares: 1. Saúde: a instalação de unidades de teleatendimento médico gratuito de qualidade, projeto inovador desenvolvido pelo SAS Brasil;  2. Legado econômico: Ação coordenada com o SEBRAE em apoio à campanha ‘COMPRE DO PEQUENO’. Aquisição de cestas básicas de pequenos produtores locais que serão distribuídas nas regiões aos que estão sem trabalho e renda, além de todo abastecimento das Bolhas Sertões. O lado competitivo da prova foi adaptado e traz um protocolo de segurança especial com 10 medidas. A caravana ficará isolada em bolhas durante o percurso, em acampamentos fechados. Já a dimensão Turismo, que revela lugares que pouca gente conhece, foi postergada para 2021.

O ROTEIRO SERTÕES 2020

O Sertões 2020 saiu da Fazenda Velocitta, em Mogi Guaçu (SP) dia 30/10 e chega em Barreirinhas (MA) dia 07/11. Vai cruzar cinco Estados e o Distrito Federal – SP, MG, DF, GO, TO e MA. Este ano, excepcionalmente, não haverá chegada às cidades anfitriãs. Toda a caravana se fechará em bolhas – locais isolados, afastados de adensamento.  Esses locais serão mantidos sob sigilo, a fim de evitar aglomeração. Os locais exatos das bolhas só serão revelados aos competidores na véspera. Todos seguirão por uma rota pré-estabelecida e monitorada.

 

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